terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pedaços de Papel

Talvez ela não volte a sorrir da mesma maneira...a sua inocência foi levada...o seu interior era doce como o mel...mas os dias cinzentos rasgaram em si uma dor inócua...
...repete-se constantemente da sua falta de sorte...e cai aqui no meu muro como se pudesse tirá-la do seu próprio abismo...a tristeza que está consigo, cresce em mim por estar de mãos atadas...Não há nada que possa fazer senão dar-lhe o meu colo e adormecer momentaneamente a sua dor...
Deixa-se estar constantemente a olhar para lado nenhum e sente que nem sequer consegue pensar em fazer melhor...as correntes diz ela, estão demasiado presas ao pouco significado que ficou na sua vida... E pergunta-me tantas vezes para onde vou?
Ás vezes sou obrigada a ficar em silêncio... talvez porque não sou a pessoa forte que muitas vezes dou a entender... e quando me sento na cama caio lavada em lágrimas só por a ver assim...
E pego na sua mão e levo-a na distância de um horizonte...ver o mar... o lugar que sempre julgou o ser o seu tesouro natural...

E Ela apenas olha, sente e respira...e balbuciante questiona-se...
"Aonde me perdi ?
Nesse imenso céu azul
...o que esqueci, enquanto caminhava...
Onde adormeci das loucuras...
...quem esperava...
...onde ficava...
...por quem choro?
Por mim, por ti ... ou por ninguém...
As ondas do mar revoltas...
A vida um grito mudo...
os meus pensamentos ás voltas...
Aonde me perdi?

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